Produção em crescimento no setor de duas rodas e barcos que, em 2009, ocupava o 5 º lugar entre as empresas do Pólo Industrial de Manaus
A maioria das motocicletas que circulam no Brasil são fabricadas no Pólo Industrial de Manaus (PIM). Em 2009, o segmento faturou mais de 5 bilhões de dólares, fixando-se em 5 º lugar entre as empresas do PIM e gerando 30 mil empregos diretos.
No Brasil, a história de uma dessas fábricas, a Honda, começou na década de setenta quando ainda não havia mercado para motos. Através da Moto Honda do Brasil, agora existem duas outras empresas localizadas na mesma área: Honda e Honda Componentes da Amazônia Tecnologia da Amazônia, que juntos produzem 17 modelos de motocicletas, quadriciclos e dois modelos de oito modelos motores.
Em 2009, a Honda produziu 1,28 milhões de unidades e gerou 10 mil empregos. Sua concorrente, a Yamaha Motor da Amazônia Ltda, registrou em 2008 uma produção de 334 mil motocicletas e 12 mil motores para barcos pequenos. Em 2009, por causa da crise, a empresa produziu 188 mil motocicletas e 10 mil motores para barcos pequenos, mas as previsões para 2010 estimam uma produção no valor de 225 mil motos e 15 mil motores para barcos pequenos. A fábrica tem uma capacidade de produção de 400 mil unidades por ano.
Segundo o diretor da Yamaha, Jaime Teruo Matsui, a fábrica está usando 55% da própria capacidade de produção. A Yamaha instalou a primeira fábrica de motos no País em 1974, com a produção da primeira moto brasileira, a RD 50 cilíndrica, conhecida como a “cinqüenta”. Com o aumento das vendas e de investimentos, a empresa recebeu um impulso na produção e, em 2004, abriu a sua segunda fábrica no PIM, a Yamaha Motor Componentes da Amazônia.
Nos últimos anos, a Yamaha está dando espaço para fornecedores locais integrados que produzem desde ligas de alumínio para a fundição, peças acabadas, embalagens, adesivos, etiquetas, sistemas eletrônicos, sistemas de travagem, amortecedores e moldes.
A empresa investe em tecnologia para a produção de alta qualidade, inovação, conforto, segurança e baixo custo. A atenção com o ambiente segue juntamente com o desenvolvimento tecnológico. A equipe Yamaha, por exemplo, já não faz uso de substâncias nocivas ao meio ambiente e à saúde, tais como mercúrio, cádmio e crómio, e o mesmo processo estende-se aos fornecedores. Tudo é controlado pelo Sistema E-SIS (Silicon Integrated Systems). O grupo também executa um sistema chamado GY (Global Yamaha) Ecos, com o objetivo de contribuir para a preservação do meio ambiente, reduzindo o consumo de recursos naturais e emissão de gases que contribuem para o efeito estufa, como o CO ².
Fonte: ICE São Paulo