Rio Tinto Alcan investirá US$ 4 bilhões para a exploração de bauxita e construção de uma refinaria de alumínio
O Estado da Bahia está crescendo em importância no setor de mineração. Hoje, ocupa a quinta posição entre os produtores de minerais no Brasil e os investimentos previstos para o setor até 2013 devem atingir cerca de 13 bilhões de reais, segundo dados divulgados pelo governo do estado.
Outro fato que demonstra o potencial do Estado está relacionado aos pedidos para a exploração na mineração: em 2009 foram 3.320 pedidos, valor que supera aquele das últimas três décadas.
Aproveitando a situação positiva, a Rio Tinto Alcan anunciou um investimento de US$ 4 bilhões para a exploração de bauxita e construção de uma refinaria de alumínio em Amargosa, no interior da Bahia. A empresa pretende produzir 1,8 milhões de toneladas por ano na primeira fase do projeto.
Há algumas semanas, o governo local anunciou uma contribuição de 2 bilhões de reais para a construção de uma fábrica para a produção de pelotas de ferro na região produtora de cacau. A operação, em associação com a Honbridge Holdings (Hong Kong) e o Xinwen Mining Group (mega-empresa estatal do governo da província de Shandong), tem como objetivo a produção de 7 milhões de pelotas de ferro por ano.
Além disso, com um investimento de 450 milhões de dólares, a unidade de Mirabela Nikel produzirá inicialmente 4,6 milhões de toneladas de minério por ano.
Em março deste ano, a mineradora Ferrous anunciou um investimento de 1,2 bilhões de dólares para a reserva de ferro no município de Coração de Maria. A área, de mais de 40 mil hectares, estava sob observação da três anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a produção de minério de ferro no Brasil deve dobrar nos próximos cinco anos.