A posição stratégica do Mato Grosso do Sul (situado geograficamente no “coração” da América Latina) e as suas notáveis potencialidades de desenvolvimento em termos de recursos naturais, capacidade produtiva e capital humano, são os pressupostos de uma nova fase de intensa cooperação industrial e comercial entre a Itália e o estado brasileiro.
LOCALIZAÇÃO STRATÉGICA

O Mato Grosso do Sul está localizado na região Centro-Oeste do Brasil. Faz divisa com os estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e fronteira com a Bolívia e o Paraguai, países do Mercosul. Pelos rios Paraná e Paraguai, liga-se à Argentina e ao Uruguai. A maior parte da produção é distribuída através dos portos de Santos e Paranaguá. O Estado ocupa uma posição geográfica central entre o Oceano Atlântico e o Pacífico, sendo um centro natural de distribuição de produtos para os mercados da América Latina. Num raio de 1.000 km, a capital do Estado, Campo Grande, existem cerca de 120 milhões de consumidores.
A maior parte do solo de Mato Grosso do Sul está sobre o Aquífero Guarani, o maior manancial de água doce subterrânea do mundo, com cerca de 1,2 milhões de quilômetros quadrados, dos quais, 213.200 km ², pertencem ao território de Mato Grosso do Sul. O Aqüífero Guarani é uma importante reserva estratégica para o abastecimento de água potável para a população e para o desenvolvimento econômico de entretenimento e lazer.
MATO GROSSO DO SUL EM NÚMEROS

- Território: 357.124,96 km ²;
- População: 2.336.058 habitantes (6,54 habitantes/ km ²);
- População Economicamente Ativa (PEA): 1.246.276 habitantes;
- Municípios: 78
- Capital: Campo Grande – 765.247 habitantes (32,7% da população da Região);
- Clima: tropical, quente e semi-úmido;
- Temperatura média/ano: 22ºC a 29ºC;
- Ensino Superior: 5 Universidades, 22 Faculdades e 45.000 alunos;
- Capacidade hoteleira: 30.300 leitos;
- Bancos: 219 agências bancárias;
- Saúde: 125 hospitais, 172 clínicas e 413 unidades básicas;
- Comunicação: 9 emissoras de TV, 110 emissoras de rádio e 10 jornais diários;
- A temporada de chuvas ocorre de outubro a março.
ASPETO ECONÔMICO
- PIB (Produto Interno Bruto) da Região: R$ 24 bilhões - 15% do setor primário, 19% do setor secundário e 66% do setor terciário; PIB pro capite: R$ 10.270,00
- Empresas: 90.573 empresas, das quais 9% indústrias, 21% pecuária e 70% do setor comércio e serviços;
- Trabalhadores: 438.685, dos quais 17% na indústria, 13% zootécnica e 70% no setor comércio e serviços.
ASPETOS SOCIAIS
- Índice de desenvolvimento humano: 0,778
- Alfabetização da população: 91%
- Expetativa de vida: 73,5 anos
INFRAESTRUTURA PRODUTIVA

Transportes
O Mato Grosso do Sul possui 6.700 km de rodovias pavimentadas (que ligam uma cidade à outra), com destaque para a BR-163, que atravessa a região de norte a sul, e a BR-262, que se estende de leste a oeste. As estradas interligam as regiões produtoras aos eixos de escoamento de produtos. Doze mil quilômetros de rodovias não pavimentadas conectam as áreas rurais aos eixos de escoamento pavimentados.
O estado tem 1.300 km de ferrovias, que se estendem por dois eixos: leste/oeste, de Três Lagoas a Corumbá, perfazendo 900 km. E, na região nordeste, numa extensão de 410 km, interligando Aparecida do Taboado (na divisa com São Paulo) à região do Taquari (no Mato Grosso).
O Mato Grosso do Sul dispõe de duas grandes hidrovias. A hidrovia Paraguai-Paraná com 3.440 km que percorre metade da América do Sul, em uma área de 700.000 km2 e 25 milhões de habitantes. E a hidrovia Tietê-Paraná, que serve o Estado de São Paulo,onde está o maior parque industrial e o maior mercado consumidor do Brasil.
A região ainda dispõe de quatro aeroportos internacionais: Campo Grande, Corumbá, Ponta Porã e Bonito.

Energia
O fornecimento de energia para o Estado è feito pelas usinas hidrelétricas do complexo Urubupungá, localizadas no Rio Paraná, que incluem as hidrelétricas de Ilha Solteira, Jupiá e Porto Primavera.
O Mato Grosso do Sul tem um potencial para produzir 2.500 MW de energia elétrica, a partir de pequenas centrais elétricas, e outros 2.000 MW de energia, com a cogeração do uso de resíduos da cana-de-açúcar.
Linhas de transmissão de energia elétrica de 230 KW, que estão em licitação, vão ligar os principais centros econômicos e viabilizar a transmissão de energia elétrica gerada a partir das pequenas centrais e dos resíduos da cana-de-açúcar.
O gasoduto Bolívia-Brasil atravessa o Estado, partindo de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, até Três Lagoas, cidade que faz divisa com São Paulo. O gás atende empresas industriais, as termelétricas de Campo Grande e Três Lagoas, além do fornecimento de Gás Natural Veicular (GNV).

Modernização logística
Existem investimentos programados para interligar os modais de transporte, com o objetivo de reduzir custos e tempo de escoamento da produção. A modernização da logística inclui os seguintes projetos:
- Ferrovia entre Panorama (São Paulo) e Porto Murtinho (Mato Grosso do Sul) criando uma nova rota para o Porto de Santos;
- Implantação de etanolduto entre Campo Grande e o Porto de Paranaguá;
- Pavimentação da MS-040, que unirá o Mato Grosso do Sul a São Paulo;
- Pavimentação da BR-359, interligando a região noroeste do Estado;
- Pavimentação da rodovia Sul Fronteira, que une Brasil e Paraguai;
- Implantação do aeroporto de cargas em Campo Grande,
- Implantação do Terminal Intermodal de Cargas e do Centro Logístico Industrial Aduaneiro (CLIA) de Campo Grande;
- Ligação ferroviária com o Porto de Paranaguá, passando pelas regiões produtoras de Maracaju, Dourados, Mundo Novo.